1. Home
  2. Fórum
  3. Geral
  4. CSHG HGRE



CSHG HGRE

16/03/2018 17:25:26
Conjuntura econômica do segmento do mercado imobiliário de atuação relativo ao período findo

O ano de 2017 foi marcado por um movimento importante de retomada da economia em comparação a 2016 e com uma sinalização de evolução significativa para 2018. No mercado imobiliário corporativo de São Paulo o cenário não foi diferente, apresentando uma redução de vacância no mercado como um todo , com variações importantes por microrregião. O mercado de escritórios de São Paulo tem atualmente 15,6 milhões de metros quadrados, sendo 5,0 milhões em salas comerciais (office) e 10,6 milhões em escritórios corporativos (corporate) das diversas classes, AAA até C. Como os imóveis classe C são tecnicamente inferiores (não tem ar condicionado central, por exemplo) e nossa carteira não tem alocação em escritórios Classe C, sempre analisamos o mercado de escritórios sem considerá-los, apenas com as classes AAA, AA, A, BB e B, que somam 7,5 milhões de m². A previsão para o ano de 2017 era bastante cautelosa, já que estávamos saindo de 2016 muito difícil, num ano que a absorção líquida (soma das novas locações e expansões com as devoluções e reduções) do mercado havia ficado em zero e a vacância havia atingido 19%, com 1,5 milhões de m² vagos. O fato é que concluído o ano e com todos os dados disponíveis, fica claro que 2017 representa uma inversão do cenário anterior, com dados significativos de melhora, por exemplo, alcançando absorção bruta (total de espaço locados) de 840 mil m² - um recorde em volume de transações – e uma absorção líquida de 240 mil m², melhor patamar desde 2010. Em função deste cenário positivo de absorção líquida (prevíamos 77 mil m² e foram absorvidos 240 mil m²), somado às postergações de entrega num total de 231 mil m² (prevíamos 413 mil m² e foram entregues 182 mil m²), a vacância do final de 2017, que era estimada em 23%, ficou estável em 19%. Como a projeção do mercado (boletim Focus de 02/fevereiro) aponta para um crescimento do PIB de 2,7% para 2018 e 3,0% para 2019, nossa expectativa para a absorção líquida para 2018-2020, que anteriormente estava em média de 153 mil m² ao ano, subiu para 221 mil m², com uma explicação simples. Em geral, acreditamos que cada variação positiva de 1% no PIB representará uma absorção líquida positiva de 76 mil m², assim, como as diversas projeções econômicas já apontam uma melhoria na economia, é natural que nosso cenário também se beneficie disso. Ainda que, em 2017, a performance do mercado tenha sido melhor do que imaginado, ela ocorreu diferentemente entre as diversas classes e regiões. O movimento “flight to quality”, em que os locatários migram de imóveis de escritórios de classe inferior para superior, continuou presente, fazendo com que a vacância dos prédios AAA caísse vertiginosamente, de 22,9% em dezembro/2016 para 14,2% em dezembro/2017. Este processo de redução de vacância, iniciado de forma mais relevante nos prédios AAA, continuará acontecendo em todas as classes.

#fiis
Expandir   Gostei
 2
   Não gostei
 0
Zeitona
16/03/2018
17:26:13
Assinante Oceans14
Perspectiva para o período seguinte com base na composição da carteira

Em conformidade com o Regulamento do Fundo, a política de investimentos seguirá inalterada para o exercício seguinte, e o Fundo poderá buscar novas possibilidades de ampliação de seu patrimônio. No mercado de locações, esperamos que a vacância continue o processo de redução, tanto no mercado, como na carteira do Fundo. Desde o pico de vacância do fundo, os esforços comerciais surtiram muito efeito, fazendo com que a vacância fosse reduzida em 9,0%, de 27,6% em 15 de março de 2017 para 18,6% em dezembro/2017. É esperado que a demanda continue aquecida, no entanto, como ainda existe uma oferta de imóveis novos, a taxa de vacância ainda poderá subir, porém, num mercado com melhor dinâmica comercial e, quando comparado com 2016-2017, esperamos termos mais favoráveis aos proprietários de imóveis. O objetivo central da equipe de gestão será a gestão do nivel de vacância no menor patamar possível, atuando fortemente na manutenção dos locatários atuais, prospecção ativa de novos locatários, além da constante busca de otimização de custos dos imóveis e do fundo. Por fim, acreditamos que o cenário é favorável às aquisições de escritórios, pois ainda que os Cap Rates não sejam altos, os preços de locação ainda estão muito baixos. Com isso, como acreditamos que o mercado está iniciando um período de recuperação nos preços de locação, projetamos retornos razoáveis para os novos investimentos.
Gostei
 2
   Não gostei
 0