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Escrito por Struggle    01/10/2017 18:23:49

Colúmbia Britânica e Alberta


O Canadá figura entre os países mais ricos e desenvolvidos do planeta. Sua geografia e seu clima podem ser desafiadores, além de ser um destino um tanto quanto distante para os brasileiros. Mas ainda assim, muitos intrépidos brazucas buscam este país para o turismo. 


Vale lembrar que o Canadá liberou a emissão de vistos para brasileiros que já tiveram visto canadense ou norte-americano emitido nos últimos 10 anos. Para estes, uma simples Autorização Eletrônica de Viagem (facilmente obtido pelo site http://www.cic.gc.ca/english/visit/eta-start.asp). Quem ainda não teve nenhum destes visto obtidos (norte-americano ou canadense), deverá proceder com o processo para obtenção do visto através de um consulado canadense, o que pode ser um pouco mais burocrático.

O acesso ao país ocorre majoritariamente por via aérea. Há voos diretos para Toronto a partir de São Paulo pela Air Canada, além de ser possível tambem uma conexão nos EUA (lembre-se que aqui é preciso estar com o visto norte-americano em dia, já que a alfândega é feita neste país). O nosso destino neste périplo seria o oeste canadense (chegada em Vancouver), sem voos diários possíveis, e optamos por um voo pela United, com escala em Newark na ida e em Houston na volta. O trajeto é um pouco longo, sendo que na ida, levamos 10h de Guarulhos até Newark e, depois, mais 6h de Newark a Vancouver. Note que este trecho é considerado como um voo local pelas companhias norte-americanas (prepare-se para a ausência de refeições).

A chega em Vancouver foi marcado por um clima muito agradável, com muito sol e até um certo calor (algo raro para a cidade). O verão canadense pode surpreender com a temperatura alta durante o dia. Após alugarmos o carro, seguimos diretamente para Whistler, cidade encravada no meio das Montanhas Rochosas. Esta cidade já sediou os jogos olímpicos de inverno de 2010 (a sede oficial era Vancouver, mas boa parte das provas foram disputadas aqui) e é possível encontrar uma excelente infraestrutura hoteleira por aqui.

Em pleno verão, o esqui e o snowboard dão lugares às bicicletas e as pistas espalhadas pelas montanhas configuram o chamado Bike Park, com trajetos incríveis para a prática do downhill. Se preferir algo mais leve, pode-se explorar a leve e fácil Valley Trail, com acesso aos principais lagos da região. 

Seguindo viagem em direção à província de Alberta, cruzamos extensas floretas temperadas e chegamos a Jasper, uma pequena cidade localizada no meio de um grande parque nacional (http://www.jaspernationalpark.com/), de onde é possível explorar vários atrativos como a cachoeira do rio Athabasca e os canyons do Malignant Valley.


Foto 1. Lake Louise ao pôr-do-sol (arquivo pessoal).

Saindo de Jasper é possível atravessar a Glacier Road, com destino a Banff. No meio do caminho, em meio às paisagens memoráveis, pode-se visitar o Columbia Icefield, verdadeiro colosso de gelo no meio das montanhas, com extensas áreas congeladas, mesmo no auge do verão. Quase chegando a Banff, visita-se um dos mais belos cartões postais do Canadá: Lake Louise (Foto 1). Prepare-se para caminhar à beira do lago, de preferência com uma boa companhia, e desfrutar da incrível cor que as águas do lago reflete. 


Foto 2. O esplendor da Glacier Road, já próximo a Banff (arquivo pessoal).

Em Banff, há oportunidade para conhecer mais um pouco da paisagem de montanha. Com um teleférico ( https://www.brewster.ca/attractions-sightseeing/banff-gondola/#), é possível acessar o alto da Sulphur Mountain e admirar o visual de toda acidade e seus arredores. Para quem gosta de golfe, é possível jogar um pouco no Banff Springs Golf Course (http://www.fairmont.com/banff-springs/golf/).


Foto 3. Na conceituada vinícola Mission Hill, é possível apreciar a beleza de inúmeras esculturas em meio aos vinhedos (arquivo pessoal).

Se voce acha que acabou, a viagem ainda reserva algumas surpresas. Pode parecer algo inusitado, mas o Canadá produz bons vinhos (além do já afamado ice wine). Okanagan Valley destaca-se como uma região de produção de vinhos de qualidade, além de uma marcante beleza, com o lago Okanagan ao centro de inúmeras propriedades produtoras. Além de videiras, a região também é riquíssima em outras arvores frutíferas, e uma estadia na cidade de Kelowna pode propiciar agradáveis momentos pela região. Sugerimos as vinícolas Tantalus (a mais antiga da região de Okanagan Valley) e Mission Hill (Foto 3), sendo que esta última conta com um excelente restaurante.


Foto 4. No Stanley Park encontramos uma pitoresca coleção de totens (arquivo pessoal).

Finalmente pudemos chegar à Vancouver, cidade cosmopolita, localizada às margens da costa oeste da Colúmbia Britânica, cercada por montanhas, e que, com sua multiculturalidade, ajudou a construir a imagem de um povo receptivo, educado e trabalhador. Prepare-se para alto custo dos hotéis e das atividades. É possível fazer passeios agradáveis pelo Stanley Park (Foto 4) ou ainda passar o dia pela Grouse Mountain (https://www.grousemountain.com/), com um inesquecível visual da cidade.

Hora de voltar, sabendo que este distante destino permanecerá em nossas memórias, com suas vastas extensões de florestas, natureza intocada e povo cordial.

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