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Escrito por Struggle    06/08/2017 23:14:32

Deep South


Viajar para os EUA virou um jargão um tanto quanto popular desde que ganhamos alguma estabilidade em nossa moeda. Seja para o enxoval em Miami, seja para alguns dias de farto entretenimento em NYC, os EUA figuram como um dos nossos principais roteiros em nossas viagens ao estrangeiro.


Mas o que poucos fazem é conhecer um roteiro um pouco mais diferente do usual. E será este o objetivo deste artigo. Mostrar ao leitor do Oceans14 uma faceta mais autêntica e singular dos EUA, aliando cidades com muita bagagem histórica com uma profunda e marcante influência musical. 

Nossa viagem começa em Memphis, no Tennessee. À beira do majestoso Mississippi, esta cidade encontra-se encravada no coração norte-americano. No berço do rock é possível conhecer a Beale Street, local aonde vários precursores do gênero como Chuck Berry, Carl Perkins, Roy Orbison  e Elvis Presley faziam suas primeiras apresentações na década de 50. Ainda é possível conhecer a Sun Records (www.sunrecords.com), hoje convertida em uma espécie de museu, que mostra a trajetória de uma das primeiras gravadoras independentes, que lançou ícones que fariam a história do rock. 


Figura 1: Rio Mississippi, às margens de Memphis, Tennessee (arquivo pessoal).

É impossível não associar Memphis com Elvis Presley. E é visitando a sua casa Graceland ( https://www.graceland.com/) em Memphis que constatamos a grandeza deste grande ídolo do rock e da cultura pop. Visitei Graceland em 1999, já com uma boa estrutura para o turismo, mas o que tivemos inaugurado no início deste ano é algo que pode ser descrito como um verdadeiro parque temático. Toda a quadra ao lado de sua mansão foi transformada em um complexo com várias exposições com toda a memorablia do rei do rock. Depois de visitar este complexo, um ônibus leva os visitantes a conhecer a intimidade de Elvis, transcorrendo várias dependência de sua mansão. E todo o passeio acompanhado com uma bela e marcante trilha sonora com inúmeros de suas maravilhosas canções. Prepare-se para a emoção de Suspicious Minds e The Wonder of You.


Figura 2: Fachada de Graceland, casa de Elvis Presley (arquivo pessoal).

Depois de 2 ou 3 dias em Memphis, pegamos o carro em direção a outra cidade do Tennessee. Referência para a música country, Nashville mescla o velho e o novo sem muita cerimônia. Se Elvis reinava em Memphis, agora é a vez de Johnny Cash. Também recomendamos a visita ao seu museu, bem no centro da cidade, próximo à Broadway ( http://www.johnnycashmuseum.com/). É na Broadway que também podemos degustar as famosas ribs, verdadeiro símbolo da gastronomia sulista. Para os fãs do gênero musical ainda é possível assistir shows inesquecíveis no Grand Ole Opry ( https://www.opry.com/), verdadeiro templo da country music, com shows e performances diários. A estrutura é imensa, um pouco afastada da cidade. Ao lado, ainda é possível visitar um completo outlet para as famigeradas compras.


Figura 3: Museu Johnny Cash, em Nashville, Tennessee (arquivo pessoal).

Concluída a visitação a Nashville, tomamos direção sul, e no profundo interior do Tennessee, em Lynchburg, vamos conhecer a destilaria Jack Daniel’s (https://www.jackdaniels.com/visit-us). Inserida em uma linda propriedade, com bosques verdejantes e uma nascente de água cristalina, é possível acompanhar o processo de fabricação desta iguaria que há décadas auxilia pessoas destituídas de beleza  a conseguirem encontrar seus pares e terem uma vida feliz! Aproveite para ir ao centro de cidade para conhecer o que é uma típica cidade representante do Deep South, aonde o sentimento de paz, ordem e liberdade prevalece e ninguém parece querer abrir mão disto.

Seguindo em direção sul, entramos no estado do Alabama, passamos pelo estado do Mississippi, para finalmente chegar ao berço do jazz: New Orleans. Esta cidade que já foi possessão espanhola, passou por mãos francesas e desde 1803, faz parte dos EUA. Destruída pelo furacão Katrina em 2005, a cidade hoje já se encontra reconstruída. Sua área histórica, nas redondezas do French Quarter, não sofreu os maiores danos, e é possível visitar suas principais atrações sem maiores problemas. Vale lembrar que o ambiente em New Orleans é um tanto quanto diferente das demais cidades norte-americanas. Deixar-se levar pela música é a maneira mais fácil de aproveitar aquilo que pode ser encarado como algo excessivo, especialmente na Bourbon Street, aonde o espírito festivo pode trazer alguns embriagados inconvenientes aos seus arredores. Mas, superado este problema etílico, é possível assistir a memoráveis shows de jazz e blues em vários bares das cercanias. 


Figura 4: Beleza e nostalgia no French Quarter, em New Orleans (arquivo pessoal).

Destaque para a gastronomia com a comida cajun, com muitos frutos do mar. Ainda em New Orleans é possível visitar o melhor museu da WWII dos EUA (https://www.nationalww2museum.org/). Com seu incrível e riquíssimo acervo, é considerado um dos 5 melhores museus dos EUA. Nas proximidades de New Orleans, ainda é possível visitar algumas antigas fazendas à beira do rio Mississippi, as chamadas plantations, grandes propriedades de cana-de açúcar que por séculos geraram a riqueza da aristocracia local. Suas dependências ainda chamam a atenção pela grandeza e suntuosidade como a Oak Alley Plantation (http://www.oakalleyplantation.com/), com sua majestosa alameda de carvalhos com mais de 300 anos de idade.

Depois deste roteiro, é possível regressar com inúmeras melodias e imagens em nossas memórias. E também descobrir uma verve um tanto quanto surpreendente deste grande e rico país.

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