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Escrito por Struggle    15/03/2017 22:13:34

Escola sem partido


“Em uma sala de aula, a palavra é do professor, e os estudantes estão condenados ao silêncio. Impõem as circunstâncias que os alunos sejam obrigados a seguir os cursos de um professor, tendo em vista a futura carreira; e que ninguém dos presentes a uma sala de aula possa criticar o mestre. É imperdoável a um professor valer-se dessa situação para buscar incutir em seus discípulos as suas próprias concepções políticas, em vez de lhes ser útil, como é de seu dever, através da transmissão de conhecimento e de experiência científica.” 

Max Weber

Escola Sem Partido

Em um ambiente de sala de aula há (e deve haver) uma hierarquia. O professor, que tem por missão o ensino dos seu alunos.  Para o ensino é necessário um conhecimento prévio, adquirido durante um período em que o professor sentou-se por anos em uma sala de aula e recebeu os ensinamentos. 

Podemos argumentar que hoje em dia há a internet, e que o conhecimento está disponível a algumas teclas, mas, de uma maneira geral, o ensino formal ainda se faz na forma de transmissão de conhecimento de uma parte mais instruída (professor) para outra menos (alunos). Sem esta hierarquia, fica um pouco difícil a transmissão do conhecimento. Questionar constitui uma atitude muito saudável, mas se todos os alunos questionarem o professor todo o tempo, fica um pouco difícil imaginar a viabilidade da transmissão do conhecimento.

O grande problema é que ao mesmo tempo em que há o conhecimento, há um viés que é capaz de deturpar a informação: a ideologia. Se o professor acredita solidamente em uma determinada ideologia, é grande a chance dele interpretar esta informação à luz deste viés. E distorcer. E mais ainda: transmitir esta informação distorcida aos seus alunos. E, como sabemos, os alunos estão em formação, em uma posição hierárquica abaixo do professor. E a chance de assimilar e incorporar esta distorção será muito grande. 

Sabemos que o mundo político é extremamente permeado por interesses. Nosso país, com sua jovem e fugaz experiência democrática, ainda engatinha no quesito de separação de interesses públicos e privados. E parece quase regra encontrarmos pessoas assumindo cargos públicos para atender interesses privados. Ao embutir ideologia em suas aulas, o professor nada mais está fazendo do que defender seus próprios interesses, abrindo mão da sua real missão: ensinar. 

Podemos até mesmo concluir que ensinar com viés ideológico seria o mesmo que corromper! E com um agravante: a corrupção de alguém supostamente mais vulnerável. Por isso, é fundamental que a escola seja magistralmente isenta de qualquer ideologia. Para que o aluno possa obter uma formação sem distorções. E, quando o aluno tiver sua própria maturidade e capacidade para julgamentos, possa construir os seus próprios conceitos ideológicos, de acordo com seu livre arbítrio. Se, porventura, isto lhe for conveniente.      



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