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Escrito por rfalci    18/02/2017 16:52:52

Vai comprar um SUV? Conheça os tipos de tração


Quem já procurou um carro mais alto, uma SUV para família – seja para enfrentar estradas de terra, seja para passear na rua Oscar Freire – ou ainda é um simpatizante dos fora de estrada, certamente já se deparou com uma série de siglas e nomes de tração que misturam aspectos técnicos com apelo comercial. São vários os exemplos: AWD (all wheel drive), 4WD (four wheeldrive), 4 x 4, 4 x 4 lock, 4-motion (volkswagem), Quattro (audi), 4-matic (Mercedes), AWD symmetrical (Subaru) e uma lista sem fim de nomes e siglas. Para entender como funciona a tração, precisamos ignorar um pouco esses nomes e entender o princípio. 


Em linhas gerais, o motor transmite a energia a uma caixa de transmissão, que transmite a um eixo, a um diferencial e finalmente à roda. A maioria dos carros tem tração em apenas um dos eixos: dianteiro ou traseiro. Vejamos as possíveis combinações, partindo da mais simples à mais complexa. O tipo de tração integral mais simples, mais barata e mais comum é a tração integral sob demanda – geralmente chamada de AWD ou 4WD. Nestes, a tração do carro é em um dos eixos (geralmente dianteiro)  e, quando existe perda de aderência, via um processamento eletrônico, um sistema de embreagem é acionado e algum torque é transmitido ao eixo traseiro. Isso significa que esse carro usa praticamente o tempo todo a tração dianteira e em situações de perda de tração como barro ou neve algum torque é transmitido para as demais rodas. 

O segundo tipo de tração, que é a usada mais especificamente em jipes e SUVs destinadas à condução fora de estrada é chamadas genericamente de 4 x 4.  Nesta categoria subentende-se alguns opcionais como bloqueio de diferencial e caixa de redução. São sistemas mais complexos e robustos que envolvem três diferenciais (um no eixo dianteiro, um no traseiro e um central) e seu acionamento é feito através de um comando do motorista no automóvel. Alguns veículos apresentam a opção de acionamento automático ou manual e uma série de programas eletrônicos previamente determinados para cada tipo de condução. Depende muito da categoria e faixa de preço do automóvel. O uso da plenitude de seus recursos exige algum conhecimento técnico, pois seu uso incorreto pode danificar o sistema e comprometer a estabilidade do veículo. Como exemplo, o bloqueio de diferencial, muito útil em situações extremas off road, pode estragar o sistema e até induzir o capotamento do automóvel se usado no alfalto seco.



Finalmente um terceiro tipo de tração, comumente chamada de integral, é a que se encontra nos carros esportivos e de luxo de alto desempenho, bem como alguns SUVs de luxo. É uma tração mais sofisticada, totalmente controlada por uma central eletrônica que permite distribuir o torque em cada roda conforme a necessidade. Geralmente é encontrada em carros com motor extremamente potente que, sem esse recurso de tração, não conseguiriam usufruir de toda potência do motor ou ainda se tornariam instáveis. São mecanismos complexos e adaptativos que são capazes de variar seu programa de acordo com a forma de condução e terreno. Pelo seu alto grau de tecnologia muitos fabricantes lhes atribuiram nomes específicos com suas respectivas patentes, como nos exemplos citados no início do artigo. 

 Enfim, dada a quantidade de nomes que misturam conceitos técnicos e comerciais, a forma mais segura de conhecer o que está comprando, para não levar gato por lebre ou gastar dinheiro em tecnologia que não utilizará, é ler o manual do automóvel antes de comprá-lo. Atualmente a maioria dos modelos disponibiliza os manuais online no idioma de origem e em traduções. Além disso, não faltam entusiastas e profissionais que estudam e testam os modelos. 

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