1. Home
  2. Artigos
  3. Politica
  4. Um anel para todos governar

Escrito por gbmessi    16/02/2017 09:57:51

Um anel para todos governar


     Ao direito a agir conforme a própria consciência ( mais conhecido como livre arbítrio) é um direito natural que remonta a dignidade do ser humano.  Não foi o estado que criou o homem, mas homem que criou o Estado com objetivo de protegê-lo e não o inverso como os parasitas nos querem fazer pensar.  O Estado , como ensina a teoria moderna, é nada mais nada menos que o monopólio final sobre o aparato de coerção e compulsão sobre determinado território- nação.


     O Texto de hoje faz uma pequena pausa nos assuntos econômicos, para fazer uma reflexão política , usando com ferramenta a cultura, em específico uma magnífica obra de um magnífica autor do século XX. 

      John Ronald Reuel Tolkien, CBE (Bloemfontein,3 de Janeiro de 1892 — Bournemouth, 2 de Setembro de 1973),conhecido internacionalmente por J. R.R. Tolkien, foi um premiado escritor, professor universitário e filólogo britânico, nascido na África, que recebeu o título de doutor em Letras e Filologia pela Universidade de Liège e Dublin, em 1954. Nasceu em Bloemfontein, naRepública do Estado Livre de Orange, atual África do Sul, e e aos três anos deidade, com sua mãe e irmão, passou a viver na Inglaterra, terra natal de seus pais.

      Desde pequeno fascinado pela linguística, cursou a faculdade de Letras em Exeter. Participou ativamente da Primeira Guerra Mundial, onde começou a escrever os primeiros rascunhos do que se tornaria o seu “mundo secundário”.Tornou-se filólogo e professor universitário, tendo sido professor de anglo-saxão (e considerado um dos maiores especialistas do assunto) na Universidade de Oxford entre 1925 a 1945,e de inglês e literatura inglesa na mesma universidade de 1945 a 1959. Mesmoprecedido de outros escritores de fantasia, tais como William Morris, Robert E.Howard e E. R. Eddison, devido à grande popularidade de seu trabalho, Tolkienficou conhecido como o “pai da moderna literatura fantástica”. Suas obrasforam traduzidas para mais de 20 idiomas, vendeu mais de 200 milhões de cópiase influenciou toda uma geração. Católico convicto, Tolkien foiamigo íntimo de C.S. Lewis, autor de “As Crônicas de Nárnia”, ambos membros dogrupo de literatura The Inklings. Juntos planejaram, na década de 1940,escrever um livro sobre a língua, que seria publicado na década seguinte. Olivro, que se chamaria “Linguagem e Natureza Humana”, no entanto, nunca chegoua ser publicado.

    Em 2009, a revista Forbes listou as 13 celebridades mortas que mais lucraram no respectivo ano. Tolkienalcançou a quinta posição, com ganhos estimados em 50 milhões de dólares. Michael Jackson e Elvis Presley ficaram em primeiro e em segundo lugar,respectivamente. 

    Escrito entre 1937 e 1949, "O Senhor dos Anéis" é uma verdadeira obra de arte em termos de simbolismo libertário. Nele, o Mal representado por Sauron, produz um anel( o anel do poder) cujo objetivo é o poder absoluto. Esse anel traz a inscrição "um anel para todos govenar". Os povos ditos "livres" formados pelos Elfos, anões, homens, Hobbits, conseguem impor uma primeira derrota ao Mau, retirando do mesmo o anel do poder que fica escondido em um local remoto. Após uma primeira derrota Sauron se enfraquece, o anel se perde, MAS sorrateiramente vai crescendo dentro da terra média até então, dominada pelos povos livres. O anel , entretanto, reaparece e é encontrado por Bilbo, um hobbit ( criaturas , pacatas,conservadoras e inofensivas), mas com o fortalecimento de Sauron, que apenas se escondia num local remoto , surge a necessidade de aniquilar a origem de seu poder, ou seja o Poder absoluto- o governo sobre todos. A saga mostra a trajetória do anel do poder até a sua destruição. Chama a atenção o poder de sedução do "um anel", capaz de seduzir a todos , como qualquer estrutura de poder ( o estado, por exemplo),  bem como a boa e velha noção de moral cristã, pedra basilar de toda a Civilização Ocidental: a noção  de que para atingir os fins adequados, são necessário meios adequados , independentemente das circunstâncias. A mensagem é clara:
Não existe chance de vitória para que os Povos Livres que não a destruiçãocompleta do anel do poder.

   Como Sauron, a coerção estatal representa exercida em sua plenitude o mau absoluto , responsável pelo fim dos povos livres. É impossível não reconhecer Sauron como o poder absoluto , a ditadura sanguinária. São incontáveis também o número de pessoas que mesmo imbuídas de intenções retas, bem intencionadas e com bons valores tentam manter o anel sobre controle a exemplo do Boromir (veja a História da República Romana e os Estados Unidos da América e movimentos de iniciativa popular recentes ), mas no final acabam corrompidas por ele. Também são múltiplos exemplos de uso maligno do poder totalitário(o anel), a exemplo de Saruman (o bruxo branco), que levam a resultados sociais catastróficos do ponto de vista material e moral, assim como  todas as experiências socialistas mundiais ,incluindo a Social Democracia, o nacional Socialismo e o Facismo.  Exemplos nacionais, existem milhares:  é impossível olhar para FHC ou o  banana do Aécio Neves ou ainda o bom e velho cosplay de Nosferatu de Tietê- Michel Temer  e não reconhecer o Mago Saruman.     Vemos pequenos esboços de Boromir , o bem intencionado seduzido pela ideia de ser o bom que utilizará meios imorais para tornar tudo bom, no velho partido NOVO , no Caiado, e no Bolsonaro. 

   Nos dias de hoje povos livres não existem mais, onde antes reinava a liberdade(com cada um dos grupos vivendo em harmonia dentro da autonomia individual, a subsidiariedade e as trocas voluntarias entre Elfos, Homens , Anões e os pequenos Hobbits) hoje impera uma hegemonia Orc, onde as pessoas são empurradas a escolher entre Saruman e Sauron,  as DUAS TORRES conforme o ideário utópico de Saurman, o"pragmático". A regra "pragmática" dos dias atuais, ao invés de retomar a aliança entre os ovos livres e derrotar o mal, impele uma caravana Hobbits, até a torre Branca implorar clemencia a Saruman ou ainda investir  todo o poder do anel na figura salvadora de Boromir.

     Lutar contra o poder político estatal  é destruir o Um anel. Não importa quem o segura. Todo poder corrompe, o poder absoluto corrompe absolutamente(Lord Acton). 

    "Um Anel para todos Governar"

      Para os incrédulos que desconhecem o pensamento de J. R Tolkien, deixamos um trecho de uma carta para seu filho Christhopher, juntamente com o trecho abaixorefroçam o que dissemos sobre as convicções desse magnífico autor:

     “Minhas opiniões políticas pendem mais e mais para a Anarquia (filosoficamentecompreendida, significando a abolição de controle e não homens barbudos com bombas)- ou para a monarquia "inconstitucional". Eu prenderia qualquer umque usasse a palavra Estado (em qualquer sentido que não a realidade inanimadada Inglaterra e seus habitantes, uma coisa que não tem nem poder, nem direitosnem mente); e após uma chance de retratação, executaria aqueles quepermanecessem obstinados com isso! Se pudéssemos voltar aos nomes pessoais,isso seria muito bom. 
O governo é uma palavra abstrata que significa a arte e o processo de governar e deveria ser uma ofensa escrevê-la com "g" maiúsculo ou usá-la para se referir a pessoas(...) O trabalho mais sujo que existe, mesmo entre santos(que em qualquer grau, no mínimo, não gostam de assumi-lo) é mandar nos outros.Nem um em um milhão serve para isso, e menos ainda são aqueles que vão atrás dessa oportunidade"-J.R.R. Tolkien

   Mais J. R Tolkien, por favor!! 

Fonte bibliográfica: TolkienBrasil.com

Gostou do texto? Cadastre-se no site e começe a seguir o usuário gbmessi. Sempre que ele postar um novo artigo, você será notificado.

Para ler outros textos do usuário gbmessi, clique aqui.