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Escrito por rfalci    08/02/2017 17:50:10

Tenha filhos cedo: a maior arma contra a infertilidade.


Colaborou Dr. RenatoFalci Júnior, urologista do HC da Faculdade de Medicina da USP. 

É de amplo conhecimento o fato da fertilidade femininadiminuir com o envelhecimento até que se encerra na menopausa, que geralmenteocorre entre os 45 e 55 anos. Além disso também é de domínio público o fato deo risco de malformações ligadas a aberrações cormossômica ter uma incidênciasignificativamente  maior em filhos demães que engravidaram com mais de 40 anos. Como se isso não bastasse, estudosrecentes também demonstraram queda na fertilidade em homens a partir dos 40anos de idade. O artigo poderia terminar aqui, visto que esses três fatos jásão suficientes para convencer qualquer casal a ter seus filhos o mais jovempossível. No entanto, não que se observa atualmente e a infertilidade conjugalafeta um número progressivo de casais, que deixam para pensar em ter filhosperto dos 40 anos. Vamos tentar entender esse paradoxo.

A partir da segunda metade do século passado, começou-se adifundir a idéia da superpopulação mundial como causa para uma catástrofe deproporções épicas. Especulava-se o fim do petróleo, a impossibilidadecrescimento da produção agrícola e o “excesso de gente” causa de guerras etrajédias. Foi nesse terreno fértil que os anti concepcionais se desenvolveram.

Mas o tempo passou, o petróleo não acabou, o metro quadradode solo cultivado aumentou sua produtividade em sete vezes e a tecnologiapermitiu que até países desérticos tivessem água. A mulher, quando decidia terfilhos, parava o anti concepcional e engravidava. Em princípio esse projeto dosengenheiros sociais havia fracassado.

No entanto, a mente humana não descansa. Mudam-se osfantasmas: troca-se o fim do petróleo pelo aquecimento global, o fim doalimento pelo soterramento por lixo urbano e assim por diante. Mas a mulherainda não havia desistido do seu projeto original de ter filhos.

Não tardou para que se atingisse o ponto central: a mentehumana. Era preciso convencer o  homem anão ter mais papel de homem e a mulher a não ter mais papel de mulher. Nãoestou fazendo nenhuma apologia ou crítica a comportamento sexual, mas mereferindo ao papel do homem e da mulher na sociedade. Esperneiem as feministas,mas a maternidade só é possível à mulher assim como a paternidade ao homem.Nisso temos que tirar o chapéu e reconhecer que tiveram êxito. Quem dúvida façaum teste: deseje a uma de suas amigas ou parentes que tenha muitos filhos e queseja uma boa mãe, que verá a reação dessa mulher. Mas tudo que vai contra aessência humana cobra seu preço, mesmo que tarde. Não é à toa que casaissubitamente resolvem ter filhos após os 40 anos de idade, depois de muito seremcontra a procriação, sem saber exatamente o motivo. Resultado: alta taxa deinfertilidade nesses casais.

A sociedade está em xeque-mate. Os jovens não querem filhos.Alguns mudam de ideia ao longo da vida e, quando querem, não conseguem. (nãocabe aqui discutir as alternativas oferecidas pela ciência que, muias vezesatropelam questões morais e põem em risco a saúde materna e da criança)

Portanto, fica muito claro que é uma grande bobagem retardara maternidade. Na balança do bom senso, os riscos superam muito os benefícios.

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