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Escrito por Struggle    19/01/2017 13:25:09

Longevidade e Liberdade


Será que conseguimos prever o quanto viveremos? Já sabemos que prever o futuro consiste em uma atividade extremamente improvável, cabendo a profissionais mais vulgarmente conhecidos como picaretas.

São gurus que faturam fortunas lançando pérolas que normalmente envolvem vagas afirmações acerca de assuntos familiares, desafios no trabalho ou uma viagem inesquecível que faremos.

Como todos nós temos (ou deveríamos ter) família, um trabalho e viajamos (ainda que seja por arredores) ao longo da vida, estas mentes brilhantes conseguem um índice de acerto espetacular!

Mas, não é sobre prever que discorreremos agora. Abordaremos a questão de prevenir-se. Quando falamos em prevenção, na maiores das vezes surgem ideias de quais atitudes devemos tomar para evitar dissabores.

E se provocássemos a discussão de que devemos nos prevenir para a vida longa?

Uma vida longa também pode ser acompanhada por dissabores, especialmente se ao final dela não dispormos de recursos.

Na pré-História a expectativa de vida não passava de duas décadas. As condições precárias de alimentação e higiene combinada à elevada exposição a riscos e agressões externas fazia com que nossos amigos das cavernas não durassem mais do que 20 ou 30 anos.

Com o advento de alguns recursos da civilização, como acesso a água potável e melhores condições de conservação dos alimentos, conseguirmos romper a terceira década há cerca de 2.000 anos. Já era possível detectar os registros de vários sexagenários em algumas castas mais abastadas na época do Império Romano.

Com a consolidação global da Revolução Industrial, e uma maior disponibilidade de alimentos e manufaturas, conseguimos conquistar um inexorável avanço nas condições de higiene e saneamento dos núcleos urbanos, pavimentando o caminho para uma maior longevidade.

Obviamente, a Humanidade conheceu eventos terríveis, com guerras e catástrofes, aonde milhões de vidas foram ceifadas no auge da juventude. Contudo, desde o final da Segunda Guerra Mundial, o mundo vem conhecendo um padrão jamais visto em termos de melhorias das condições de vida.

Hoje, temos vários países desenvolvidos com expectativa média de vida orbitando por volta dos 80 anos. Esta expectativa vem aumentando com o decorrer dos anos. E os países em desenvolvimento também acompanham esta tendência de maior longevidade.

Hoje, no Brasil, a expectativa média de vida já passa dos 70 anos. Isso com todas as desgraças que acompanham uma significativa parcela da nossa população, como mortalidade infantil (melhorou, mas em âmbitos gerais, continua elevada em alguns bolsões de pobreza), violência urbana (aqui não falamos só de armas de fogo, mas lembre-se que nosso amável trânsito mata, e muito), falta de condições mínimas de saneamento (esgoto a céu aberto em pleno século XXI é deprimente, convenhamos)...

Portanto, se você está lendo este artigo na tela do seu computador, no conforto da sua sala de trabalho ou no sofá de sua casa, com o ar condicionado ligado, você já galgou preciosos degraus na escada de desenvolvimento. E as chances de você viver muito além desta expectativa média é razoável.

É lógico que ao longo do caminho existe uma chance de adoecer. Mesmo mantendo os hábitos saudáveis (e preocupar-se em demasia com isto também pode ser considerado uma doença), nada impede de adoecermos. Aliás, se considerarmos a certeza de uma morte inevitável, à qual todos nós estamos fadados, é certo que enfrentaremos problemas de saúde.

O lado bom é que a Medicina avança a cada dia.  Com um maior acesso a exames periódicos de rastreamento consegue-se detectar precocemente uma boa parte das doenças degenerativas, o que proporciona um melhor controle destas e, consequentemente, uma maior sobrevida. Novos tratamentos se consolidam e a mortalidade das principais patologias, como doenças cardíacas e câncer, melhoram consistentemente a cada dia. Os óbitos por doença coronariana diminuíram nos países ocidentais e, hoje, 2 em cada 3 pacientes com câncer conseguem se curar.

Tudo parece maravilhoso e estupendo. Mas pode não vir a ser.

Vamos explicar. Na primeira fase da vida, dependemos de nossos pais. Seja para nos alimentarmos ou locomovermos, seja para dar os primeiros passos rumo à autonomia. Numa segunda fase, aprendemos algum ofício que nos inserirá em um mercado de trabalho e, então, conquistamos alguma liberdade financeira. É nesta fase de vigor, exuberância de saúde e produtividade que nos é concedida a chance de prevenção para a fase da vida em que não teremos a mesma vitalidade. Por muito tempos se estipulou que as pessoas deveriam trabalhar a partir do 20-30 anos, até que chegassem à sonhada aposentadoria por volta dos 60 anos.

Esqueça tudo isto. Este plano moldou-se quando a nossa expectativa de vida ainda estava por volta dos 65 anos. Hoje, aposentar-se aos 60 anos significa que obrigatoriamente teremos que disponibilizar recursos financeiros, sem gerar renda ou riqueza com trabalho, para viver por mais 20 ou 30 anos. Se considerarmos que cada vez mais encontramos centenários em nosso meio (e você, leitor, pode muito bem estar entre estes longevos seres), aposentar-se aos 60 anos significa ficar mais tempo inativo do que trabalhando. Será que esta conta fecha? Quem vai pagar as suas contas? Percebeu que a chance de você ficar na penúria quando mais necessita de recursos é bem razoável?

Então, o que devemos fazer?

Trago duas possibilidades.

Primeiro, prepare-se para trabalhar por mais tempo. Esta nova dimensão de tempo permite que possamos prolongar nossa vida produtiva. Isto significa não só mais qualidade de vida (a sua rede de contatos se mantém, a atividade cognitiva permanece em ação, o humor decorrente de sentir-se útil melhora), com também mais renda. Trabalhar depois de uma certa idade pode ser muito mais agradável. Com mais experiência, você poderá se dar a alguns luxos, como escolher no que, aonde, quando e como trabalhar. Ou mesmo desenvolver uma nova atividade. Numa era em que o conhecimento está disponível e gratuito, nunca é tarde para aprender e empreender.

Segundo, enriqueça! Sim, é necessário ficar rico para poder bancar a empreitada de envelhecer com dignidade. Ou você vai depositar a confiança no Governo (que na verdade quer recolher os seus tributos e mais nada) e na falida previdência pública? Você acha que contribuir com uma previdência privada é suficiente? Certamente você já ouviu falar que bancos podem falir. E levam o seu rico patrimônio junto (só lembrando que recurso direcionados para os chamados planos geradores de benefício livre – PGBL – não são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos - FGC). Enriquecer significa ter patrimônio. O patrimônio é instrumento que pode ser capaz de gerar renda. Especialmente quando você mais precisa e já não tem a mesma saúde, vitalidade ou capacidade produtiva. Esta é uma das missões deste site: mostrar a importância de ser rico. E não é meramente pelo dinheiro.

É pela Liberdade!

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