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Escrito por quark    18/01/2017 16:22:32

Sem sofrimento nas decisões


Tomar uma decisão é algo simples: o sujeito tem algumas opções e escolhe uma. Fim! 

O grande problema é o processo, o sofrimento que alguns passam para dar um passo. Aparentemente de forma natural, humanos não se conformam com a ideia de não ter escolhido a melhor opção do mundo, ou pleno menos da vizinhança, ou do grupo do Whatsapp.  Muitas vezes a questão é séria como a escolha de uma casa ou da esposa. Outras vezes (a maioria) é o sabor da pizza, o modelo do carro zero, a cor da calça, do sapato… e então termina naquela pergunta aterrorizante: “Não tem Coca, pode ser Pepsi?”. 

Numa conversa com um amigo tirei uma dessas lições onde o mais importante é ter o foco no objetivo e não em distrações periféricas: queria comprar um trem elétrico pra dar ao meu filho no natal. Um bonitão custava uns 500 e um outro, muito legal, mas ligeiramente inferior, uns 300. Ao perguntar a opinião do citado amigo ele respondeu: “Cara, ele vai ficar feliz com qualquer um. Pra mim, o de 300 é mais barato do que o de 500. Agora, se você vai querer brincar com o trem  é outra história…” 

Investir dinheiro está em algum ponto entre esses exemplos. Basicamente, o sujeito pode escolher entre renda fixa ou variável. Obviamente vai colocar uma parte do dinheiro em cada, claro, pra se precaver (ele não consegue se decidir). Na renda variável, vai optar por ações, com umas infinitas opções de empresas se considerar o mercado externo. Para sua escolha, vai ter uma quantidade gigantesca de ferramentas como análise técnica, balanços, cotações históricas, etc. E no fim do dia, uns vão acertar e a maioria vai errar,  a maioria que erra é por ter achado saber o que fazia e a minoria que acertou achou a mesma coisa.

Em resumo, uma das coisas mais simples que existem é tomar a decisão quando você sabe que o que perdeu não fez diferença. Da mesma forma que escolher entre muzzarela ou calabresa vai dar na mesma depois de ter matado a fome. Não se trata de acertar a ação que mais se valoriza na bolsa, ou o título do tesouro que mais bombou no ano, mas entender o que te ajuda a ter mais dinheiro no fim do jogo sem correr o risco de falir no meio.

Isto posto, eu não sofreria para escolher um investimento. Eu tomaria cuidado com a quantidade de dados disponíveis pois, na cabeça de um investidor, tornam-se muito mais ruído que informação, e focaria em algo que não vá te deixar muito pobre. Um pouco de matemática salva alguns reais também, embora  as comparações entre a renda fixa que rende 6,356% e a outra que retornou 6,359% sirvam apenas pra dar inveja ao seu interlocutor. Obviamente, se foi você quem escolheu a mais rentável.

Pra investir, tem muita opção boa. Não se trata de escolher A MELHOR, mas algumas que cumpram o objetivo. 
Gosto de Pepsi também.



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