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Escrito por rfalci    10/01/2017 16:51:33

Algumas reflexões para quem vai começar a investir


Em tudo na vida procuramos um sentido e, em tudo, o sentido encontra-se fora daquele ser. Exemplificando, um copo não existe para ser um copo, mas existe para que se possa tomar água ou qualquer bebida e assim por diante. Entendido isso, fica claro que dinheiro é MEIO e não FIM. Portanto,quando tomamos a decisão de guardar dinheiro, temos um objetivo, seja ele consciente ou inconsciente. Mais do que simplesmente guardar, quando poupamos, temos a obrigação de remunerar esse capital. O capital não remunerado tem o mesmo fim que uma planta que não recebe seu adubo. Dito isto, Fica sabendo o leitor que, a partir do momento que decide poupar, assume o compromisso de remunerar esse capital. 

Quero, abaixo, compartilhar alguns pouco fatores que rescobri serem estremamente importante para quem pretender poupar.

1 - TEMPO: o tempo está a favor do poupador. Estupidez aquele aforisma que diz que "quem não se individa não progride". A base de uma economia saudável é a poupança e não a dívida. Não adianta os keynesianos darem pulinhos, pois essa é a lógica e isso é o que a história demonstrou: Inglaterra fez sua poupança após a revolução industrial  e os EUA a sua no século XIX. Depois de rico pode ser dar o direito de torrar. O que dá o peso enorme ao fator tempo é a mágica dos juros compostos, os conhecidos juros sobre juros. Portanto, COMECE A POUPAR O MAIS CEDO POSSÍVEL. 

2 - INVESTIR É UM CAMINHO SOLITÁRIO. Não é proibido conversar sobre investimentos e nem ler livros de milionários famosos. Mas vá com calma: filtre muito e não queira imitar ninguém. Crie seu estilo, seu método e evite ser um papagaio de pirata.

3 - A FORMA que se vê o dinheiro muda ao longo da vida e com a fase social. Lembro-me quando um amigo disse-me que havia colocado "tudo" em ações de uma determinada empresa e logo depois descobri que esse "tudo"não era "nada" porque o cara era um pobretão e tinha feito uma oposta com metade do seu décimo terceiro. Quem está no começo muitas vezes não pensa em proteger o que tem porque o que tem é muito pouco. Isso muda ao longo da vida e, a partir de uma fase, é mais importante proteger o que já tem que ganhar no futuro.

4 - CONTROLE DE RISCO: a forma mais pratica e objetiva é diversificar. Temos execelentes artigos aqui sobre cisne negro, mostrando como se proteger ou tirar vantagem em situações inesperadas.  Vamos olhar o Brasil no retrovisor nos últimos 30 anos, que é um tempo bem razoável para se colher bons frutos de um investimento: plano verão, plano Collor, congelamento de preços, cruzeiro, cruzado, cruzado novo, real, fiscal do Sarney, confisco de boi no pasto... um deles tinha até um carimbo na nota porque não deu tempo de imprimir as novas. Bizarro, né? Pois é. Então vamos olhar a bolsa de valores: quantas empresas estão presentes no Bovespa há mais de 20 anos dando lucros consistentes e tendo crescimento sólido? Shi happens e o investidor precisa controlar risco. Quem tem, cuida.

5 - RENTABILIDADE: longe de fazer apologia para se tornar um obscecado por taxa ou cotação de ações mas, avaliar resultados, na minha opinião, faz parte do processo. De nada adianta ter um ótimo método se não tiver o resultado que planejou. Quem te sustentará na velhice é o resultado e não o método. Obviamente, métodos bons tendem a ter bons resultados. Mas nada é perfeito e nem previsível quando se fala em investimentos. Avalie o resultado. A arte está em como reagir frente essa avaliação. Voltamos ao caminho solitário.

Esses cinco ítens se juntam e acredito ser o principal punhado de conceitos para quem vai começar a poupar.

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