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Escrito por Malandro    06/01/2017 19:51:46

ABEV3 - A mais querida


Uma das utilidades de frequentar fóruns de sites de investimento é medir o sentimento geral sobre determinada ação ou índice. Como o mercado brasileiro sofre pela ausência de indicadores de sentimentos amplos, essa visita frequente supre, de certa forma, essa necessidade. Normalmente porque esses são os participantes do mercado com menor entendimento de informações importantes, colocando de outro modo, apesar da enxurrada de notícias produzidas diariamente pela mídia especializada, esses participantes, no geral, não sabem diferenciar o joio do trigo.

Pois bem, começo de 2013, ao longo de todo o ano de 2012, a ação da ABEV3 (Ambev) era uma das mais comentadas em um fórum de investimentos”, 10 em 10 investidores tinham a ação em carteira, nada mais justo para uma ação que valorizou mais de 350% em 4 anos, não? (Provavelmente a maioria dos pequenos investidores devem ter comprado a ação em 2012).

O sentimento era de euforia.

Não ter Ambev em carteira era praticamente crime e falar que estava caro era indiciado igualmente.
Nesse ano de 2012, o valuation estava notadamente acima dos padrões médios históricos, chegando a +3 do desvio padrão como a figura demonstra:


12m Fwd P/E: Expectativa da razão Preço/Lucro para os 12 meses subsequentes.

A história demonstra que essa combinação, sentimento de euforia e valuation alto, é uma das receitas para o fracasso da rentabilidade futura do investimento.

E a história se provaria correta nesse caso também.

A evolução do CDI (custo do dinheiro) a partir de janeiro de 2013 e a evolução da ação de ABEV3 (com dividendos incluídos), 4 anos depois de toda euforia com a empresa, o rendimento nessa ação é inferior ao custo do dinheiro no período.


Fonte: Bovespa, $1/balanco-dividendos">Cetip.

Ao longo desse período, ainda teve algumas dezenas de recordes nominais históricos de alta quebrados, que foram devidamente comemorados pelos antigos eufóricos, agora não tão eufóricos pois notadamente a ação performava pobremente.

Atualmente, mal se fala sobre a ação.

Quanto a empresa? Continua lucrativa, mas o investimento nas ações dela, nesses 4 anos e contando, não!

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